Grupos de Trabalho

 

F√ďRUM DE EXTENS√ÉO DO MERCOSUL:

tecendo processos de curricularização da extensão

11 a 13 de agosto de 2015

 

GRUPOS DE TRABALHO

 

O F√≥rum privilegiou metodologias participativas que possibilitaram a troca de experi√™ncias e sustenta√ß√£o te√≥rica sobre a extens√£o universit√°ria. Para tanto, cada participante foi convidado a escrever um pequeno texto, com as reflex√Ķes te√≥ricas e/ou o relato de experi√™ncias e/ou iniciativas. Os textos serviram de mobiliza√ß√£o para os di√°logos em nos grupos, assim como as exposi√ß√Ķes em pain√©is. As discuss√Ķes nos c√≠rculos se pautaram pelas seguintes quest√Ķes balizadoras:

 

  • Em que sentido pode-se contribuir para um projeto pedag√≥gico que contemple o ac√ļmulo te√≥rico e pr√°tico inventariado pela extens√£o?
  • Como tem sido e como poderia ser a contribui√ß√£o do ensino, da pesquisa e da extens√£o no seu curso?
  • Quais os desafios para avan√ßar √† indissociabilidade?
  • Qual √© o papel da extens√£o numa ideia transversal de universidade, que possa oferecer forma√ß√£o profissional de excel√™ncia alicer√ßada na forma√ß√£o humana cr√≠tica e aut√īnoma?
  • Que elementos podem contribuir para uma proposta curricular que supere a disciplinariza√ß√£o e a fragmenta√ß√£o do conhecimento?

 

Durante a realiza√ß√£o dos grupos foi desenvolvido um momento criativo de constru√ß√£o do elemento s√≠ntese do evento (‚Äúponcho‚ÄĚ), sob a coordena√ß√£o da Profa. Mariane Loch Sbeghen-UPF. Os participantes receberam um peda√ßo de tecido e diversos materiais (tinta, retalhos, lantejoulas, l√£s, fitas, etc) para expressar suas impress√Ķes sobre a tem√°tica de estudo. Posteriormente, as constru√ß√Ķes individuais foram reunidas e resultaram num ‚Äúponcho‚ÄĚ que foi exposto na plen√°ria final do evento, representando a riqueza de ideias, inquieta√ß√Ķes e expectativas dos participantes.

GRUPO 1

Mediadores

- UPF - Noeli Zanella, Maria F√°tima Bettencourt

- UNICEN - Santiago Linares, María Nevia Vera

 

EIXO TEM√ĀTICO - Forma√ß√£o acad√™mica e projeto pedag√≥gico - interfaces para repensar o curr√≠culo: iniciativas e/ou caracter√≠sticas da repercuss√£o de atividades de extens√£o, projetos e programas nas din√Ęmicas curriculares dos cursos de gradua√ß√£o. Resultados de trabalhos que demonstram a import√Ęncia dos processos de aprendizagem permeados pelas viv√™ncias extensionistas. Propostas que evidenciam as possibilidades e pot√™ncias para a indissociabilidade.

A partir das discuss√Ķes realizadas, o grupo apontou os seguintes elementos relativos √† problem√°tica, √†s formas de curricularizar a extens√£o e aos desafios que se colocam:

  1. Quanto à problemática:
  • A forma√ß√£o que temos hoje n√£o nos satisfaz; √© cada vez mais instrumental e fragmentada.
  • Est√° se perdendo a capacidade cr√≠tica.
  • A sociedade atual promove e refor√ßa o individualismo e o consumismo e, como consequ√™ncia, muitos alunos e professores n√£o tem ‚Äúdesejo‚ÄĚ por quest√Ķes sociais.
  • H√° uma heterogeneidade da curriculariza√ß√£o da extens√£o, entre as universidades e entre os pa√≠ses, no momento de construir, transmitir, compartir e consolidar. N√£o h√° somente uma ‚Äúreceita‚ÄĚ sobre como curricularizar.
  • Como envolver os atores sociais?
  • No desenho do organograma institucional, h√° falta de conex√£o entre as √°reas de gest√£o universit√°ria, dificultando a indissociabilidade.

 

2) Quanto às formas de curricularizar a extensão:

  1. Extens√£o como disciplina:
  • A extens√£o √© uma ferramenta que atua como um articulador pol√≠tico e pode ser olhada de diferentes maneiras. A proposta da Universidade de Avellaneda de integrar a extens√£o ao curr√≠culo constitui-se atrav√©s da participa√ß√£o dos estudantes em uma proposta desenvolvida em quatro etapas (Trabalho Social Comunit√°rio), integrada a movimentos populares, em que busca pensar a realidade por problemas e n√£o por disciplinas.
  • A inser√ß√£o social n√£o est√° vinculada diretamente com a forma√ß√£o espec√≠fica.

 

2.2) Extens√£o integrada a diversas disciplinas:

  • Os princ√≠pios da extens√£o devem estar presentes em todas as disciplinas, integrando o procedimento de problematiza√ß√£o da realidade.
  • Neste caso, a inser√ß√£o social tem v√≠nculos diretos com a forma√ß√£o espec√≠fica, trazendo consigo uma intencionalidade expl√≠cita de complementa√ß√£o formativa.

 

3) Quanto aos desafios:

  • Repensar o curr√≠culo como o projeto pol√≠tico pedag√≥gico dos cursos, com v√°rias inst√Ęncias e com diferentes sujeitos. Curr√≠culo n√£o √© um conjunto de disciplinas. Devemos tom√°-lo como um processo de constru√ß√£o coletiva. Ver quais s√£o suas inten√ß√Ķes e prop√≥sitos.
  • Repensar os dispositivos tradicionais curriculares do ensino, da pesquisa e da extens√£o.
  • Estamos diante de um novo paradigma: inovar a pr√°tica. Para isso, necessitamos de uma forma√ß√£o continuada. Por exemplo, ingressar na rede para torn√°-la mais robusta, seguir discutindo.
  • Redesenho do organograma institucional com reconfigura√ß√£o das universidades brasileiras, envolvendo todos os setores.
  • A estrutura organizacional deveria ter uma transversalidade, com forma√ß√£o continuada para gestores.
  • Pensar a discuss√£o dos trabalhos de extens√£o por territ√≥rio.
  • Pensar na obrigatoriedade da extens√£o nos moldes da pesquisa.

 

GRUPO 2

Mediadores

- UPF - Cristiane Barelli, Robert Filipe dos Passos

- UNICEN - Fabian Grosman, Franco Brutti

 

EIXO TEM√ĀTICO - Universidade e comunidade ‚Äď di√°logos e conflitos da din√Ęmica

curricular: aprendizagens emergentes das viv√™ncias entre universidade e comunidade. Experi√™ncias e reflex√Ķes que contemplam pr√°ticas provenientes dessa rela√ß√£o, contribuindo com o enriquecimento dos processos de conhecimento vividos nos cursos. Melhoria da qualidade de vida da comunidade. Saber popular e curr√≠culo. Participa√ß√£o da comunidade na organiza√ß√£o acad√™mica. Pol√≠ticas p√ļblicas e pr√°ticas extensionistas curricularizadas.

O grupo de trabalho foi composto por mais de trinta participantes de diferentes universidades. Finalizada a roda de apresentação, foram intercambiadas ideias, temas, propostas, acerca de diferentes aspectos vinculados ao tema da mesa. A seguir, os principais apontamentos acordados:

  • O conceito de extens√£o sobre o qual os participantes possuem consenso √© aquele que a considera como uma atividade da universidade com potencial transformador da realidade.
  • A integralidade entre ensino, pesquisa e extens√£o existe, por√©m necessita ser fortalecida. A sala de aula n√£o √© o √ļnico espa√ßo produtor de ensino e aprendizagem, haja vista que o territ√≥rio cumpre uma fun√ß√£o fundamental para a forma√ß√£o de estudantes e docentes.
  • Extens√£o √© buscar a vincula√ß√£o entre o saber acad√™mico e popular para gerar interc√Ęmbios e novos conhecimentos emergentes, para al√©m de uma simples soma.
  • Incentivar a participa√ß√£o de estudantes e professores em a√ß√Ķes de extens√£o, sendo esta parte essencial da forma√ß√£o profissional.
  • Aprofundar os canais de comunica√ß√£o internos, orientando-os para fora da institui√ß√£o acad√™mica, potencializando a participa√ß√£o de todos nas a√ß√Ķes desenvolvidas.
  • A universidade deve valorizar a participa√ß√£o estudantil e docente nos projetos de extens√£o.
  • Repensar a estrutura curricular para incrementar e favorecer os tempos de a√ß√£o na extens√£o.
  • A abordagem territorial deve se dar atrav√©s de projetos transdisciplinares.
  • Criar ou melhorar indicadores de impacto das a√ß√Ķes realizadas nos projetos de extens√£o, que digam respeito aos resultados no interior da universidade e na comunidade.
  • Interatuar com as pol√≠ticas p√ļblicas, refletindo de forma cr√≠tica acerca destas.
  • Reconhecer que no territ√≥rio sempre existem disputas pol√≠ticas com as quais os extensionistas devem conviver.
  • Considerando que o n√£o cumprimento de metas e objetivos pode levar a frustra√ß√£o dos extensionistas, √© fundamental dimensionarmos que a a√ß√£o de extens√£o n√£o gera resultados imediatos, tampouco revolucion√°rios, mas sim processos de m√©dio e longo prazo. E ainda, que poss√≠veis frustra√ß√Ķes devem servir sempre para repensarmos as a√ß√Ķes realizadas.
  • Os tempos e os objetivos acad√™micos s√£o diferentes dos da sociedade.
  • Existem diferentes modelos de universidade e, dentro delas, observa-se e √© bem vinda a pluralidade de ideias e posicionamentos, os quais devem ser respeitados sempre.
  • Ao elaborar diagn√≥sticos unilateralmente, a universidade promove a√ß√Ķes equivocadas, provocando o fracasso do projeto de extens√£o.
  • Deve-se trabalhar nos projetos de extens√£o com a sociedade organizada, e, caso solicitado, fomentar a organiza√ß√£o quando esta n√£o existir ou estiver inadequada.
  • A forma√ß√£o do estudante deve contemplar desde o come√ßo a participa√ß√£o em a√ß√Ķes de extens√£o.
  • Sendo a extens√£o uma necessidade formativa, esta, portanto, deve ser parte do curr√≠culo.

 

GRUPO 3

Mediadores

- UPF - Marina Lazaretto, M√°rcio Tascheto

- UNICEN - Andrea Rivero, Pablo Sanzano

- UNIJU√ć ‚Äď Paulo Ernesto Scortegagna

 

EIXO TEM√ĀTICO - Protagonismo dos sujeitos ‚Äď construindo processos curriculares indissoci√°veis: participa√ß√£o de estudantes na organiza√ß√£o do ensino e na mobiliza√ß√£o acad√™mica. A extens√£o nos N√ļcleos Docentes Estruturantes (NDE) e nos colegiados acad√™micos. Pr√°ticas extensionistas de autoria estudantil e/ou comunit√°ria.

Participaram das discuss√Ķes cerca de 25 pessoas. Os mediadores deram boas vindas aos participantes do grupo de debate e propuseram a apresenta√ß√Ķes dos mesmos, os quais mencionaram suas experi√™ncias na Extens√£o Universit√°ria.

Ap√≥s, foi apresentado o V√≠deo ‚ÄúBoa Esperan√ßa‚ÄĚ do rapper Emicida a fim de realizar uma contextualiza√ß√£o inicial sobre o eixo tem√°tico referente ao protagonismo dos sujeitos (que protagonismo √© esse? Que sujeitos s√£o esses?). Com dire√ß√£o do fot√≥grafo Jo√£o Wainer e de K√°tia Lund, o roteiro nasceu de um processo coletivo entre Emicida, os diretores e empregadas dom√©sticas que moram na Ocupa√ß√£o Mau√°, no centro de S√£o Paulo. A trama gira em torno de um grupo de empregados dom√©sticos de uma mans√£o que, depois de sofrer todo tipo de humilha√ß√£o, se rebela contra os patr√Ķes e incita uma revolu√ß√£o em todo o pa√≠s. O v√≠deo reproduz uma esp√©cie de ‚Äúnova Casa Grande e Senzala‚ÄĚ, livro do soci√≥logo Gilberto Freyre que trata sobre a forma√ß√£o da sociedade brasileira: os brancos (e ricos) s√£o servidos por m√£os negras e pobres que s√≥ t√™m acesso aos restos e ao desprezo. Por Reda√ß√£o RBA publicado 02/07/2015 14:35 Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2015/07/boa-esperanca-de-emicida-escancara-luta-de-classes-e-discriminacao-3626.html

Tanto a aprecia√ß√£o do V√≠deo ‚ÄúBoa Esperan√ßa‚ÄĚ como a continuidade das atividades geraram um rico debate, no qual todos os atores/participantes do grupo contribu√≠ram com suas opini√Ķes acerca dos temas em quest√£o.

A sistematiza√ß√£o foi organizada, analisando-se as opini√Ķes/falas dos participantes atrav√©s da cria√ß√£o de ‚Äútipologias‚ÄĚ, ou seja, agrupando-se os conte√ļdos das falas (discursos) dos participantes em temas/assunto por suas semelhan√ßas e rela√ß√Ķes. Deste processo resultaram as seguintes tipologias:

 

1) Sobre as concep√ß√Ķes de protagonismo e protagonista

  • Do Theatrum mundi: protos, o primeiro; agonista, lutador/competidor. Met√°fora, qual ideia de ‚Äúteatro‚ÄĚ. Quem √© a quarta parede? 1911: ‚ÄúShutter‚ÄĚ (autor) ideia de protagonismo em rela√ß√£o √† economia e produ√ß√£o. Capitalismo cognitivo ‚Äď o que significa os atores protagonistas? Em que campo de batalha est√° sendo hegem√īnico? Transpassado por v√°rios. Talvez o grande espa√ßo da batalha esteja no lugar da disputa das subjetividades. O capital √© um ‚Äúmega‚ÄĚ projeto da gera√ß√£o de individualidades. Qual √© a fronteira conceitual das novas classes sociais. O que √© trabalhar hoje? Outras roupagens. O que √© uma concep√ß√£o de classe.
  • A palavra sujeito est√° comprometida! Atores sociais.
  • Sobre a op√ß√£o por grupos sociais. Definimos porque pensamos que o hegem√īnico √© o outro.

 

2) Sobre as concep√ß√Ķes e cr√≠ticas da extens√£o universit√°ria

 

  • Quais os limites da extens√£o? Risco verdadeiro: A√ß√£o ‚ÄúAssistencialista‚ÄĚ. Exemplo: coleta de alimentos para pessoas que sofreram calamidades. ‚ÄúCada um faz a sua parte melhora o mundo‚ÄĚ ‚Äď Assertiva falsa: Sem pensar no ‚Äúque mundo √© esse?‚ÄĚ O quanto estamos refor√ßando a vis√£o da extens√£o ‚Äútradicional‚ÄĚ. Qual o papel da extens√£o frente √†s desigualdades? Sobre o processo de interven√ß√£o: Que interven√ß√£o √© essa que a Universidade faz?
  • Nicho da universidade: Alimentando o debate extensionista nos f√≥runs. Repetem-se, as limita√ß√Ķes, o pensar a universidade s√≥ da l√≥gica da universidade. Dificuldade de di√°logo com os setores populares. Paulo Freire: ‚ÄúArmas da cr√≠tica‚ÄĚ. Sobre o que disse Rodrigo √Āvila: ‚Äú(...) as universidades s√£o posteriores as pr√°ticas s√≥cio culturais da popula√ß√£o (...)‚ÄĚ. Universidade (UPF) construiu uma ‚Äúnova‚ÄĚ Extens√£o: Surge tamb√©m sobre um ‚Äúnovo olhar‚ÄĚ, de problematizar. Qual a concep√ß√£o ‚ÄúProtag√īnica‚ÄĚ da extens√£o?
  • Cuidado: Assistencialismo, Marketing Social, Propaganda. Definir /distinguir o que √© a fun√ß√£o da Extens√£o, as concep√ß√Ķes pol√≠ticas. Considerar as disputas internas.
  • Problemas de financiamento da extens√£o desde os anos 90 na Argentina. Diferentes modelos de Extens√£o. V√°rios projetos: Desde constru√ß√£o de escadas at√© a quest√£o da alimenta√ß√£o.

 

3) Sobre os vínculos da universidade com os protagonistas

 

  • Passa algo no sistema capitalista: N√£o inclus√£o/ Inclus√£o. Como chegam os protagonistas na Universidade? Economia social/ popular ou solid√°ria. Preocupa a limita√ß√£o de atua√ß√£o da extens√£o somente em Atores sociais
  • Convivem todos esses estilos de teatros. Desde a Monsanto a Economia Solid√°ria. Parece que Estamos do lado dos ‚ÄúOprimidos‚ÄĚ. Do lado mais incomodo. Alian√ßas com as organiza√ß√Ķes sociais. Organiza√ß√Ķes dos ‚Äúmotores‚ÄĚ de transforma√ß√£o social. Que tipo de modelo social queremos? Temos que fazer um ‚Äúsacrif√≠cio‚ÄĚ muito maior nos extensionsitas. Criar um ‚Äúconselho Social‚ÄĚ, em paralelo de lideres social de diferentes institui√ß√Ķes, com representa√ß√Ķes de setores culturais. Que seja consultivo: de pol√≠ticas, de demandas que sejam incorporadas a forma√ß√£o dos futuros profissionais
  • Sobre a vis√£o, o olhar hegem√īnico: O olhar de quem sobrevive. Da minoria, dos com menos recursos. Tomar posicionamentos ideol√≥gicos pol√≠ticos. Priorizar os setores sociais, mas n√£o negar os outros setores. A palavra conviv√™ncia .

 

4) Sobre os problemas da extens√£o universit√°ria

  • N√£o sistematiza√ß√£o. N√£o escrevemos. Sugest√£o come√ßar a criar ‚ÄúPonencias‚ÄĚ e Publica√ß√Ķes.
  • Uma forma de colocar o embate dos problemas da extens√£o: pensar sobre os diferentes modos de compreender a Extens√£o Universit√°ria; as quest√Ķes metodol√≥gicas; pedag√≥gicas e, claro, as quest√Ķes de Poder.
  • A grande parte dos programas e projetos com a quest√£o da desigualdade social, n√£o se preocupa com a autonomia dos sujeitos. Na crise os mais pobres e menos qualificados s√£o os primeiros atingidos. A classe rica ou m√©dia preconceituosamente diz ‚Äúeconomia de pobre‚ÄĚ. O que nossos projetos deixam a desejar? Levam em considera√ß√£o mais o imediato e deveriam prever mais o curto e longo prazo.
  • M√≠nimo de posicionamento cr√≠tico! Espera-se na forma√ß√£o dos profissionais. O que n√£o lhe afeta hoje, n√£o importa.
  • Pensamos desde o que nos conv√©m. Se n√£o sairmos desse lugar, continuaremos sendo o foco onde temos que decidir por outros que conhecemos pouco. O tema da investiga√ß√£o ficou pendente na Argentina. Mais uns dispositivos de poder: cargo, perverso.
  • Os desafios de pensar o todo. Os tr√™s eixos: Ensino, pesquisa e Extens√£o. Para que, como, etc... A quest√£o da institucionaliza√ß√£o das categorias para professores. Os n√≠veis de pesquisadores e outros.

 

5) Sobre a curricularização da extensão universitária

  • A quest√£o do ‚Äúcurr√≠culo‚ÄĚ e a Extens√£o? Fazer o mesmo que com a da Pesquisa?
  • Romper o curr√≠culo! Questionar a curriculariza√ß√£o? Problematizar.
  • N√£o Curricularizar a extens√£o e, sim Extensionalizar o curr√≠culo.

 

 

GRUPO 4

Mediadores

- UPF - Adriano José Hertzog Vieira, Luiz Fernando Pereira Neto, Miriam Mattos

- UNICEN - Gerardo Cerabona , Pamela Steffan

 

EIXO TEM√ĀTICO - Contribui√ß√Ķes de experi√™ncias metodol√≥gicas para repensar o curr√≠culo: iniciativas de curriculariza√ß√£o da extens√£o. Experi√™ncias e viv√™ncias que indicam a contribui√ß√£o da extens√£o para a reestrutura√ß√£o curricular de cursos de gradua√ß√£o e/ou p√≥s-gradua√ß√£o. Metodologias de ensino inspiradas em pr√°ticas extensionistas.

 

O grupo contou com cerca de trinta e tr√™s participantes, havendo dezessete institui√ß√Ķes de n√≠vel superior representadas. A din√Ęmica de trabalho consistiu em discuss√£o e aprofundamento sobre os eixos metodol√≥gicos para a curriculariza√ß√£o da extens√£o, especialmente a partir das experi√™ncias metodol√≥gicas das IES e das quest√Ķes norteadoras inicialmente mencionadas.

Durante as discuss√Ķes foram apresentados relatos de diversas iniciativas voltadas √† curriculariza√ß√£o da extens√£o e inquieta√ß√Ķes a respeito das mesmas, as quais enriqueceram o debate e apontaram para os seguintes eixos metodol√≥gicos para repensar a curriculariza√ß√£o da extens√£o:

  • O curr√≠culo (PPI, PPC) como express√£o da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens√£o: construir propostas como pr√°ticas de aprendizagem articulando ensino, pesquisa e extens√£o.
  • H√° necessidade de problematizar o institu√≠do para que se criem novas possibilidades.
  • Sistematiza√ß√£o de processos avaliativos da extens√£o atrav√©s de crit√©rios e instrumentos.
  • Parcerias efetivas entre a universidade e outros campos da comunidade: oportunidade real de contato com lideran√ßas e pessoas que possam articular a rela√ß√£o com a comunidade.
  • Criar uma gest√£o institucional que garanta as articula√ß√Ķes para que aconte√ßa a curriculariza√ß√£o: di√°logo com os distintos segmentos da sociedade, articular campos de extens√£o, oferecer assessoria permanente aos docentes, dentre outros.
  • Estabelecer alian√ßa entre os sujeitos que praticam pesquisa e extens√£o como atividades de ponta, mas que podem se redimensionar na perspectiva da indissociabilidade.
  • Estabelecer organicidade e condi√ß√Ķes para que a extens√£o curricularizada realmente aconte√ßa.
  • As experi√™ncias precisam se refletir em produ√ß√£o acad√™mica feita com a comunidade, dado o car√°ter comunit√°rio das institui√ß√Ķes de ensino superior.
  • Os conselhos comunit√°rios s√£o espa√ßos consultivos importantes para a defini√ß√£o de prioridades.